Saiba os impactos do uso excessivo de telas na infância e veja dicas para proteger o desenvolvimento saudável das crianças. Confira agora!
Uso de telas na infância: riscos e como proteger as crianças
Vivemos cercados por tecnologia. Celulares, tablets, TVs e videogames fazem parte da rotina de muitas famílias. Mas você sabia que o uso excessivo de telas na infância pode trazer sérios riscos?
Apesar de ajudarem na educação e no entretenimento, as telas também podem prejudicar o desenvolvimento físico, mental e emocional das crianças, se usadas sem controle.
Neste artigo, você vai entender:
- Quais são os principais riscos;
- Quando liberar o uso de telas;
- E como criar regras saudáveis para seus filhos.
Por que se preocupar com o uso de telas na infância?
O excesso de telas é uma das maiores preocupações dos pais atualmente. Afinal, os eletrônicos estão por toda parte: na sala, no quarto, no carro e até no bolso.
Porém, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) alerta: o uso sem controle pode causar sérios problemas na infância, afetando tanto o corpo quanto a mente.
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Principais impactos do uso excessivo de telas
De acordo com a SBP, os principais problemas ligados ao uso exagerado de telas são:
- Irritabilidade, ansiedade e até depressão;
- Baixa autoestima e problemas com a própria imagem;
- Dependência digital;
- Déficit de atenção e hiperatividade;
- Distúrbios no sono;
- Problemas alimentares como obesidade, anorexia e bulimia;
- Sedentarismo;
- Aumento de casos de bullying e cyberbullying;
- Agressividade e, em alguns casos, automutilação;
- Problemas de visão e audição.
Esses impactos são ainda mais graves quando o uso começa muito cedo ou sem qualquer supervisão.
Quando a criança pode começar a usar telas?

A recomendação dos especialistas é clara:
- Antes dos 2 anos: evitar totalmente;
- De 2 a 5 anos: até 1 hora por dia, sempre com supervisão;
- De 6 a 10 anos: entre 1 e 2 horas diárias, com acompanhamento.
Além do tempo, o conteúdo também importa. Telas não devem ser usadas para acalmar, distrair ou substituir a interação com pais e responsáveis.
Dicas para um uso saudável das telas
Veja como criar uma relação equilibrada com os eletrônicos:
- Defina limites claros de tempo diário.
- Desconecte as crianças pelo menos 1 hora antes de dormir.
- Evite o uso de telas durante as refeições.
- Supervisione sempre o que seu filho está assistindo ou jogando.
- Prefira conteúdos educativos e adequados para a idade.
- Estimule atividades offline: brincadeiras, esportes e passeios ao ar livre.
Atividades offline fazem toda a diferença
Brincar ao ar livre, praticar esportes, ler livros e estar em contato com a natureza trazem inúmeros benefícios.
Essas atividades ajudam a desenvolver:
- Coordenação motora;
- Criatividade;
- Socialização;
- Bem-estar físico e mental.
Além disso, fortalecem o vínculo entre pais e filhos.
A leitura é uma aliada contra o excesso de telas
Substituir parte do tempo de tela por momentos de leitura é uma ótima escolha. Ler juntos fortalece a conexão familiar e estimula o desenvolvimento cognitivo e emocional.
Prefira livros indicados para a faixa etária da criança e torne esse momento prazeroso.
Fique de olho no que seu filho acessa
Além de limitar o tempo, é essencial monitorar o conteúdo e as interações online.
Redes sociais, vídeos e jogos podem expor as crianças a riscos como:
- Conteúdos inadequados;
- Desinformação;
- Pessoas mal-intencionadas.
Use ferramentas de controle parental e acompanhe de perto com quem seu filho conversa e o que consome na internet.
Dica do Tom: equilíbrio é a chave
As telas fazem parte do mundo atual, mas seu uso na infância precisa de limites.
Com regras bem definidas, supervisão e incentivo a atividades offline, é possível garantir que as crianças aproveitem o melhor da tecnologia, sem abrir mão de um desenvolvimento saudável.


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